Licença Social para Operar

Houve um tempo em que as indústrias se instalavam em uma comunidade sem qualquer preocupação com o bem-estar social ou ambiental dela. Quando nos reportamos ao que se passou no início da revolução industrial em países que sediaram, como a Inglaterra, vemos que o mundo dos trabalhadores, e dos vizinhos aos empreendimentos que mudaram a vida em todo o mundo, era muito duro. Não foram fáceis para todos aqueles tempos: poluição, longas e penosas jornadas de trabalho, poucas ou nenhuma garantia para os trabalhadores.

No Brasil, sofremos muito com a falta de consciência ambiental e social por parte de larga parcela das elites, até fase bem adiantada do século XX, os cuidados eram muito limitados quando se queria, por exemplo, instalar um novo negócio em áreas muito sensíveis. Felizmente tivemos uma evolução muito forte nesse campo nas últimas décadas, e podemos sentir no nosso dia a dia.

O nome que estas preocupações ganham nos tempos atuais tem um nome: Licença Social para Operar. O que isso significa? Significa que as empresas precisam se instalar de forma sólida nos ambientes onde vão atuar, ou seja, precisam respeitar a cultura do local escolhido. Para tanto, deve levantar quais são os elementos culturais, sociais e ambientais que deve não apenas respeitar, mas também ajudar a conservar e promover.

Para tanto são necessárias técnicas e métodos de construção da compreensão da realidade que torne a leitura adequada. Pesquisas quantitativas e qualitativas para ouvir os vários públicos: moradores, autoridades, parceiros e outros, devem ser conduzidas de forma muito profissional. Os instrumentos para ouvir a realidade precisam ser aplicados de forma impessoal, e quando vemos alguma barreira difícil de vencer, é preciso investir com persistência nessa direção.

Ou seja, tem-se que construir um consenso sobre as condições como serão implementadas as novas plantas que afetam uma determinada sociedade, os moradores têm que estar engajados nas consequências – negativas e positivas – daquilo que vai acontecer em seu entorno. Essas consequências devem ser monitoradas com instrumentos técnicos e uma consultoria capaz de mensurar resultados de forma permanente. 

Assim novos empreendimentos serão vistos por todos como um ativo da sociedade não apenas um negócio que interessas a um grupo empresarial, aí sim teremos uma licença social para operar. A Persona pode ajudar as empresas a operar nessa realidade.

João Gualberto
Mestre em Gestão e Doutor em Ciências Sociais
é sócio e consultor na Persona

 

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